29/08/2023

Autoestima é só estética?

Autoestima é só estética?
Por Dra. Consuelo Callizo (BA)*

Quando falamos de autoestima e estética, sempre pensam que queremos um corpo bonito. Queremos sim, mas a maioria de nós mulheres, o que quer é se sentir bem, e feliz com nosso corpo, pois isto deixa nossa mente leve!

Doenças incapacitantes como endometriose, que nos faz sentir dores, muitas vezes intensas, miomas e adenomioses que fazem a menstruação parecer uma hemorragia, TPM e menopausas que nos deixam irritadas e/ ou depressivas, alterações tiroidianas que mexem no nosso acúmulo de gordura.  Estas e outras patologias são realmente os maiores vilões que roubam nossa autoestima.

A menopausa, que traz consigo um estigma de “morte do ser mulher”, afinal, se você menopausou, não é mais ninguém. Isto sim é preocupante e mexe na nossa autoestima,.

Hoje temos tratamentos, que retiram as dores, diminuem ou cessam nossos sangramentos, melhoram nosso humor e libido e porque não, melhoram nossa musculatura e nosso corpo. A medicina traz cada vez mais conhecimento e tecnologia, que nos permite estar bem e cada dia “mais jovens e de bem com nossa estética”.

Sim, existem exageros, mas isto não deve impedir que possamos utilizar o que existe para viver melhor.

Um exemplo, é a terapia Hormonal da menopausa, que retira os fogachos, (esses calores e suores incômodos e que nos deixam envergonhadas de suar e pedir para ligar e desligar ar condicionado, frio e calor, ufa!!) ou nos devolve o libido, não apenas sexual, mas de ver a vida mais colorida. Nos retira a dor de uma vagina ressecada no ato sexual.  Não tem auto estima que resista a esses problemas. Como dizem minhas pacientes “isto não é de Deus”

E se a terapia hormonal pode melhorar minha musculatura, apenas estética? Não !! Eu preciso dos músculos para o equilíbrio e até para sentar, e me mover sozinha. Minha postura e meu corpo melhoram e minha mente feliz de me sentir independente e ter autonomia. Posso ser idosa na idade, mas não necessito ser “velha”.

Hoje o que gostaria, é que todas as mulheres pudessem ter os tratamentos para se sentirem bem e bonitas. A beleza pode ser roliça, magra, ter cicatrizes, pois ela está no sorriso, no brilho do olhar, no movimento de ser feliz e estar se sentindo bem e saudável.

Infelizmente é utópico, achar que somos bonitas com dor ou depressão, o corpo pode até ser, mas nós não. Podemos e devemos ser felizes e procurar tudo aquilo que possa nos ajudar nesta jornada. Se “isto não é de Deus”, vamos tratar e viver como merecemos!!!

 

* Dra. Consuelo Callizo é médica formada pela UFBA com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia – especialista em Ginecologia / Obstetrícia e Histeroscopia. CRM BA: 8579 – CRM SP: 233661. Pós-Graduada em ciências da longevidade. Diretora Médica do CEPARH e e das Clinicas Elsimar Coutinho.

 

 

 

 

 

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O perigo da desinformação acerca da utilização dos implantes hormonais

Nos últimos dias, nos deparamos com notícias inverídicas e sem cunho científico sobre o uso de implantes hormonais. Mais uma vez, observamos a desinformação sobre o uso dessa forma farmacêutica no tratamento médico, com diversas Fake News nas redes sociais e abordagens equivocadas por determinados veículos de imprensa.

Há que se destacar que, diversamente do quanto vem se propagando, a utilização do termo “chip da beleza” para denominação dos implantes hormonais é, no mínimo, equivocado, além de evidenciar a ausência de compromisso com a saúde e o conhecimento cientifico.

Referência mundial na ciência e na saúde da mulher, o Professor Dr. Elsimar Coutinho, desenvolveu e aprimorou, ao longo dos últimos 40 anos, a utilização desta via de administração do hormônio com uma forma farmacêutica segura e compatível farmacologicamente, com o intuito de promover a anticoncepção de longo prazo, e o tratamento hormonal e de patologias graves, como endometriose, miomas e outras patologias hormônio dependentes, além de seus sintomas.

Desde o seu desenvolvimento, há décadas, sempre se cuidou de afastar a referida denominação de “chip da beleza”, a qual, vale dizer, apenas deprecia a referida forma farmacêutica utilizada para inúmeras indicações clínicas e no tratamento de diversas doenças de ordem ginecológicas.

Ao contrário do que vem sendo publicado em alguns veículos da imprensa, foram e continuam a ser realizados vários estudos científicos, em diversas instituições em nível mundial, que comprovam a eficácia da terapia hormonal e a sua importante contribuição para a melhoria da saúde e da qualidade de vida de mulheres que utilizam os implantes hormonais. Centenas de resultados clínicos satisfatórios apresentam e validam a utilização dos implantes hormonais para tratamento de várias patologias ginecológicas, sobretudo na terapia da endometriose, que acomete muitas mulheres. Na plataforma PUBMED, inclusive, há amplo acesso a textos científicos a versar os benefícios da utilização dos implantes hormonais no tratamento da endometriose.

Há milhares de profissionais na classe médica brasileira que, há mais de 30 anos, prescrevem implantes hormonais de forma responsável e buscando o tratamento eficaz e seguro dos pacientes.

Publicações veiculadas, sem abordagem científica, ignoram mais de quatro décadas de atividade clínica, as quais demostram que a utilização da terapia hormonal no tratamento de várias patologias oferece qualidade e segurança à saúde dos pacientes.

Não fosse suficiente, tem se propagado, ainda, que os implantes hormonais não seriam aprovados pela ANVISA, o que é absolutamente inverídico. Trata-se de flagrante desconhecimento técnico acerca da regulamentação da ANVISA no tocante ao segmento magistral.

Todo processo de manipulação magistral das prescrições médicas contendo implantes hormonais é realizado com base na qualidade exigida pelas Boas Práticas de Manipulação e de acordo com os requisitos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), através da Resolução de Diretoria Colegiada nº 67, de 08 de outubro de 2007 (RDC 67/07), a qual estabelece os critérios sanitários para a manipulação de medicamentos em todo o Brasil, não havendo que se falar em impossibilidade de uso clínico de implantes ou ausência de liberação da utilização de terapia hormonal por autoridade sanitária no Brasil.

Como em qualquer atividade, na medicina e na farmácia há certamente profissionais que atuam de forma desarticulada com o propósito da saúde pública. Isso ocorre também em outros ramos da área de saúde, como, por exemplo, na cirurgia plástica, na dermatologia, na endocrinologia, em que há incontáveis profissionais bastante sérios, preocupados com a saúde dos pacientes, sendo possível identificar, todavia, outros que apenas atuam com o intuito de obter lucro, colocando em risco a saúde dos pacientes.

Esta realidade apenas evidencia a necessidade de rigor no controle das agências reguladoras em relação à atuação das farmácias magistrais, o que já vem sendo realizado no âmbito da ANVISA, notadamente quando proibiu a publicidade de quaisquer produtos contendo Gestrinona, industrializados ou manipulados, em qualquer forma farmacêutica, nos termos da Resolução-RE Nº 4.768, de 22 de dezembro de 2021, bem como quando incluiu a referida medicação da lista C5 de medicamentos controlados, mediante atualização da Portaria SVS/MS nº 344/1998, por meio da Resolução RDC nº 734/2022, publicada no Diário Oficial da União nº 131, de 113 de julho de 2022.

Da mesma forma merece destaque o controle do Conselho Federal de Medicina, o qual, buscando afastar a atuação profissional irresponsável, através da Resolução nº 2.333/23, vedou a prescrição médica de terapias hormonais com esteroides androgênicos e anabolizantes (EAA) com finalidade estética, para ganho de massa muscular e/ou melhora do desempenho esportivo.

Neste contexto, a carta das Sociedades Médicas à ANVISA, bem como as notícias que vem sendo difundidas na mídia, ignoram o trabalho de fiscalização e controle sanitário que vem sendo desenvolvido pela Agência reguladora, as Vigilâncias Sanitárias estaduais e pelo Conselho de Medicina.

O uso para fins estéticos NUNCA FOI RECOMENDADO pelo Grupo Elsimar Coutinho, que preza pela segurança e saúde de seus pacientes. Conforme pontuado na carta das Sociedades Médicas à ANVISA, é certa a necessidade de controle do uso de esteroides anabolizantes, porém isto independe de sua via de administração.

É absolutamente legítima a preocupação em promover a proteção da saúde da população, porém é uma irresponsabilidade a tentativa de invalidar a utilização de implantes hormonais na terapia médica, mediante a propagação de informações sem base cientifica e apenas com intuito mercadológico.

 

Grupo Elsimar Coutinho
Vida Longa S/A
Assessoria de Imprensa: Patrícia Alves – Patwork Assessoria
Tel.: (11) 99101-6418
E-mail: [email protected]